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Just Mom

Uma autêntica salada russa (eu sei!), mas espero que se divirtam a ler.

Just Mom

Uma autêntica salada russa (eu sei!), mas espero que se divirtam a ler.

17
Ago17

Este post NÂO é para todos

Mom Sandra

AVISO

 

ESTE É UM POST A FAVOR DOS DIREITOS HUMANOS. EU DEFENDO QUE TODOS, INDEPENDENTEMENTE DA SUA COR, RELIGIÃO, NACIONALIDADE, IDEOLOGIA, IDADE E SEXO, TEMOS OS MESMO DIREITOS. EU DEFENDO QUE TODOS SOMOS IGUAIS.

 

SE ESTÁS A LER ESTE POST E NÃO DEFENDES A IGUALDADE, LIBERDADE E FRATERNIDADE, NÃO VALE A PENA LERES O RESTO, PORQUE VAIS FICAR ROXO DE RAIVA. SE PREFERIRES LER, NÃO VALE A PENA COMENTARES O QUE PENSAS PORQUE NÃO VOU PUBLICAR, NEM RESPONDER.

 

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No domingo passou na televisão o filme O Mordomo. Nós vimo-lo. Nunca tinha visto, mas há muito que andava para ver.

 

Para quem não viu, o filme conta a história verídica de um mordomo negro que serviu 8 presidentes na Casa Branca, durante o período de 1952 e 1986. O filme começa com a morte do pai de Cecil (o mordomo) e termina com a sua morte.

 

Do meu ponto de vista, a sorte de Cecil foi a morte do pai, que lhe proporcionou a liberdade... Bem, não a liberdade exactamente como nós a conhecemos, mas uma liberdade condicionada pela sua cor. Cecil "aceitava" a sua condição, sabia que, só pelo simples facto de ser negro, era um ser inferior. Cecil teve filhos, o primeiro - Louis - recusava ser inferior só pela cor da sua pele e lutou contra o racismo e  o preconceito da sociedade. Louis lutou ao lado de Martin Luther King e de Malcom X, sofreu, por diversas vezes, de brutalidade (não apenas policial) e foi preso muitas outras. Cecil começou por proibir o filho de se envolver nas lutas raciais, cortou relações com o filho quando percebeu que as suas palavras não eram ouvidas e demorou muito a perceber que o filho, afinal, tinha razão.

 

O filme mostra-nos a luta contra o racismo. O filme mostra-nos como essa luta influenciou diferentes presidentes. O filme mostra-nos como esses presidentes mudaram a sociedade, concedendo aos negros o direito de serem iguais aos brancos.

 

 

 

Quando o filme acabou a sensação que tinha era que, muitas décadas depois destas lutas, o horror voltou. As imagens que o filme mostra eram, em tudo, idênticas às que nos chegam de Charlottesville. A violência racial voltou com tanta força como no século passado... E o pior de tudo é que, desta vez, há um presidente a dar força a quem defende estas ideias racistas.

 

 

Concluo com duas frases:

Parece-me inconcebível que, no país da liberdade, esta violência não seja condenável por quem tem a obrigação de o fazer.

 

Penso que a crescente violência racial se deve a dez anos de recalcamento... Deve ter sido duro, para muitos americanos, engolir o enorme sapo Obama.



08
Dez16

sobre o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres*

Mom Sandra

Há um aumento de vitimas masculinas, também na comunidade LGBTI (Lésbica, Gay, Bissexual, Transgénero e Intersexo). Temos de dar resposta. Sou feminista, mas feminismo é igualdade, não é só defender as mulheres. Essa é uma visão enviesada.

Catarina Marcelino - Secretária de Estado da Cidadania e Igualdade, ln Visão Nº1237 de 17 de Novembro de 2016 (reportagem "A face oculta da violência doméstica" de Miguel Carvalho)

 

 

 

Sim, é verdade, também existem vitimas de violência doméstica que são homens.

 

Assim como também é verdade que esse número tem vindo a crescer.

 

Entre 2013 e 2015, deram entrada na APAV - Associação Portuguesa de Apoio à Vitima - 1240 queixas provenientes de homens.

Entre 2013 e 2105, de acordo com os relatórios da Segurança Interna, foram registadas mais de dezoito mil queixas de violência contra homens. O número de mulheres agressoras condenadas por homícido conjugal também aumentou.

 

Dizer que um homem não é violentado pela mulher, não é fraco nem chora, são esteriótipos chocantes que depois se refletem em crianças e adolescentes. Nem todos os meninos têm de ser Bob, o Construtor, nem as meninas Barbies.

 Catarina Marcelino - Secretária de Estado da Cidadania e Igualdade, in Visão Nº1237 de 17 de Novembro de 2016 (reportagem "A face oculta da violência doméstica" de Miguel Carvalho)

 

 

Até 2015, o PAVD - Programa para Agressores de Violência Doméstica - do Minstério Píblico, não tinha mulheres a fequentá-lo. Não sei dizer quando é que as mulheres passaram a estar contempladas neste programa, mas já existem.

 

Até 2015, havia zero. Por isso há um salto estatístico imprtante.

Catarina , directora do GEAV - Gabinete de Estudos e Atendimento a Vitimas - da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, in Visão Nº1237 de 17 de Novembro de 2016 (reportagem "A face oculta da violência doméstica" de Miguel Carvalho)

 

 

Neste momento existem seis mulheres agressoras no programa de acompanhamento do GEAV. A maioria são mães violentas com os filhos.

 

 

 

 

 

* foi no dia 25/Nov. Participei na campanha de sensibilização #ésinaldeviolência da APAV e Rádio Comercial. Vejam!

 

 

Este post teve como base a reportagem da revista Visão, de 17 de Novembro de 2016, "A face oculta da violência doméstica" de Miguel Carvalho.



12
Fev15

Quem te ama não te agride!

Mom Sandra

Este é o nome da nova campanha, lançada pelo governo, contra a violência no namoro.

Esta acção tem a preocupação de apontar diversas formas de violência e “chamá-las pelos nomes”, deixando a mensagem: “Se alguém te agride, se alguém te humilha, se alguém te controla, se alguém te isola dos amigos, isso não é amor, é violência”.

in: http://www.publico.pt/n1685893

 

Estou totalmente a favor deste tipo de campanhas, até porque os números de hoje em dia - 25% admitiu que já foi agressor e 22,5% que já foi vítima - são cada vez mais assustadores, e dizem respeito a relações de namoro. Deduzo que, quem agride numa fase de namoro continue a fazê-lo mais tarde, numa relação conjugal.

A violência doméstica é um dos maiores problemas da nossa sociedade e tem de ser combatida. Muitos dos jovens que admitiram serem agressores vivem, na própria família, um ambiente de violência doméstica e espelham essa vivência para o namoro e mais tarde para o ambiente familiar. São jovens que não conhecem outra realidade e que, por isso, têm de ser "ensinados" que esses comportamentos são errados.

Já aqui disse, e volto a dizê-lo, sou totalmente a favor destas campanhas, mas acho que não deve ser dirigida apenas aos jovens, também as forças políciais, os promotores públicos e os juízes deviam ser alvos de campanhas identicas. Digo isto porque, infelizmente, na realidade as coisas não se passam como estas campanhas mostram.

Deixo aqui esta questão:

De que servem estas campanhas?... quando alguém que sofre violência psicológica e stalking, e com provas fisicas - sms's no telemóvel e conversas de skype - se dirige a uma esquadra da polícia para apresentar queixa, porque já não aguenta mais, e a primeira coisa que ouve é "Mas tem a certeza que quer fazer queixa? O melhor é mudar o número de telemóvel e não ligar." Depois, com o desenvolvimento do processo, já junto do promotor público ouve "Vem prestar declarações, mas digo-lhe já que estas queixas não dão em nada."

E eu sei muito bem do que é que estou a falar... Muita coisa tem de mudar!



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