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Just Mom

Uma autêntica salada russa (eu sei!), mas espero que se divirtam a ler.

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Uma autêntica salada russa (eu sei!), mas espero que se divirtam a ler.

03
Fev18

Ser mãe é... plantar sementes

Mom Sandra

Um dia destes, em conversa com a Inês, o assunto alvo de discussão eram as profissões e a importância de cada uma delas.

Perante a pergunta:

Qual destas profissões é, para ti, mais importante, médico ou empregada de limpeza?"

 

A sua resposta foi imediata:

Médico, como é lógico! Os médicos salvam vidas!

 

Estando já à espera desta resposta, lancei-lhe outra questão:

Então e se não houver quem limpe o bloco operatório?!

Será que os médicos conseguem salvar tantas vidas, se ninguém limpar os hospitais?

 

Ela pensou durante uns momentos e disse-me que eu tinha razão e que ela nunca tinha pensado nisso. Era a esta conclusão que eu estava à espera que ela chegasse. Como queria que ela pensasse mais um pouco acerca deste tema, argumentei desdizendo-me.

Expliquei-lhe que todas as profissões têm a sua importância, mas que existem, de facto, profissões mais importantes do que outras. uma vez que, para as praticar é necessário um conhecimento especifico. 

 

(percebi a confusão a nascer,naquele cérebro, através do franzir da testa)

 

Antes que ela pudesse dizer alguma coisa, acrescentei que: um médico é, de facto, mais importante, uma vez que limpezas, melhor ou pior, todos as conseguimos fazer, ao passo que poucas são as pessoas que têm conhecimentos médicos. Mas que essa importância não podia ser motivo de superioridade, pois ambas são necessárias para que vivamos bem. Dei-lhe exemplos reais, de pessoas que, devido à sua profissão, se acham superiores aos outros e de outras que se tornam "invisiveis" quando têm uma bata vestida.

Concluí a conversa dizendo-lhe que todas as profissões são importantes, pois se não houvesse quem conduzisse transportes públicos, ou despejasse os lixos, ou controlasse o tráfego aéreo, ou fosse pedreiro, ou marceneiro, ou vidraceiro, ou juíz, ou polícia, a vida era o caos. 

 

 

 

A Inês tem 14 anos. É uma boa aluna, com média de 4. Anda no 9º ano e é dos poucos adolescentes que sabe, desde o Jardim Infantil, o que quer ser quando crescer.

É uma menina simpática, educada, mas tem um bocado a mania (não gosto que seja assim e chamo-lhe à atenção quando a vejo ter atitudes destas, mas, na verdade, tem motivos para isso - é bonita e inteligente - ) o que a torna um pouco fútil (infelizmente, vejo esta geração muito superficial, preocupam-se demasiado com os umbigos e é só isso que interessa - umbigos).

Não sei como vai ser quando crescer, mas se não aprender a ser um pouco mais humilde e a olhar para os outros como iguais, vai sofrer. O meu papel, como mãe, é ensinar-lhe estas duas coisas, e por isso tive esta conversa com ela. Quis que ela percebesse que todas as profissões têm o seu lugar na nossa vida e que sem muitas (que não as percebemos porque não as vemos, mas que existem) delas a vida seria quase impossível.

 

Vou continuar a insistir até perceber que a semente está plantada.. Depois só depende dela fazê-la crescer.



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