Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Just Mom

Uma autêntica salada russa (eu sei!), mas espero que se divirtam a ler.

Just Mom

Uma autêntica salada russa (eu sei!), mas espero que se divirtam a ler.

05
Mai17

O mundo muda e as eleições francesas estão à porta

Mom Sandra

Domingo, os franceses vão às urnas, para elegerem o próximo Presidente da República.

 

Sem querer desprezar as anteriores, estas eleições são particularmente importantes, por estarem, verdadeiramente em causa, os direitos humanos. Pela primeira vez (ok, eu sei que o pai Le Pen também chegou a uma segunda volta das eleições presidenciais - em 2002 - mas isso eram outros tempos) o perigo da extrema-direita se implantar na Europa é real.

 

Todos sabemos que (não só, mas também) politicamente, existe o chamado efeito de contágio, ou seja, por norma, a maioria dos países europeus (da UE) estão "sintonia", no que diz respeito ao partido que os governa. Ciclicamente somos governados por socialistas ou sociais-democratas; salvo algumas excepções no norte da europa. E tem sido assim, desde que me lembro.

 

Mas algo está a mudar.

 

A mentalidade dos eleitores está a mudar e já não são sempre os mesmos a vencer.

 

De há uns tempos para cá (não consigo precisar, mas percebi que se estas mudanças se têm acentuado desde a crise, do início da década), os ditos pequenos partidos, assim como novos partidos formados por quase desconhecidos, estão  a ganhar expressão nos vários hemiciclos europeus. Mas não são os únicos... A extrema-direita também acompanha esse crescimento.

 

Depois de, no final do ano passado, termos tido a desagradável surpresa da vitória de Trump, nos EUA; depois de, em Fevereiro, termos tido a desagradável surpresa da vitória do Brexit, no Reino Unido ("The UK has voted to leave the European Union, shocking the world and revealing a divided country." - In: Telegraph.co.uk; EU referendum results and maps: Full breakdown and find out how your area voted); depois de, em Março a extrema direita quase vencer as eleições legislativas, na Holanda ("Durante meses, o político de extrema-direita Geert Wilders esteve a liderar as sondagens, com valores que chegaram aos 20% das intenções de voto, graças à descida vertiginosa dos partidos do Governo" - In: Público.pt, Wilders fica abaixo do esperado nas eleições na Holanda); chegamos a Maio e eu temo...

 

Em todos estes actos eleitorais, as sondagens previam o oposto do que aconteceu...

 

Por tudo isto, penso se haverá esperança...

 



03
Mai17

Será mesmo incondicional, o amor pelos pais?

Mom Sandra

Depois de muitos e muitos meses ausente, ontem voltei. De manhã escrevi o post e ainda aproveitei para ler alguns blogs (uns que já lia e outros novos). Já pela noite dentro, fui cuscar as novidades aqui do SAPO.

 

Encontrava-me a dar uma vista de olhos nos posts mais lidos, quando um deles me chamou a atenção. Na verdade, foi o seu título Será mesmo incondicional, o amor pelos filhos? (in: blog Cocó na Fralda) que me aguçou a curiosidade e me levou a ler o post. 

 

 

Depois de o ler o meu pensamento fixou-se na pergunta inversa: Será mesmo incondicional, o amor pelos pais?

 

Até que ponto podemos amar uma mãe (ou pai) que, constantemente, nos agride psicologicamente? Até que ponto podemos amar uma mãe (ou pai) que, constantemente, nos chantageia? Até que ponto podemos amar (e confiar n') uma mãe (ou pai) que, constantemente, nos mente?

 

Durante muitos e muitos anos, pensamos que a culpa é nossa, porque fazemos, ou dizemos, algo errado. Quando este pensamento se torna uma constante, deixamos de dizer as coisas... mais tarde percebemos que entre fazer alguma coisa ou não fazer nada, o resultado é o mesmo - mais violência - e deixamos de tentar "agradar".

 

Por tudo isto e muito mais, o amor vai morrendo, aos poucos... cada dia um pouco mais.

 

 

Já quase no final do post, a Cocó escreve:

Como farão os pais quando descobrem que os filhos que amam são, contra todas as expectativas, monstros?

Que sentimentos lhes crescerão dentro do peito, como ervas daninhas? Como não sentir culpa, sentir que se falhou, que se falhou tão redondamente? Como fica, pelo caminho, o amor próprio, depois de aquilo que devia ser o melhor deles se revelar, afinal, o pior?

Como conseguir a dignidade da árvore, que se mantém inteira mesmo quando um fruto apodrece?

 (in: blog Cocó na Fralda)

 

Eu pego nestas 5 perguntas e refaço-as:

 

Como farão os filhos quando descobrem que a mãe (ou pai) que amam são, contra todas as expectativas, monstros?

Que sentimentos lhes crescem dentro do peito, como ervas daninhas?

Como não sentir culpa? Como não sentir que falhámos, como filhos?

Como fica, pelo caminho, o amor próprio, depois de aquilo que devia ser o melhor se revelar, afinal, o pior?

 

 

Precisei de muitos anos para perceber o "tipo" de mãe que tive. Comecei por tentar afasta-la totalmente da minha vida, mas o saber que a sua maldade ainda magoava quem amo, impedia-me de afasta-la da minha mente. 

Também precisei de muitos anos para conseguir falar abertamente acerca deste assunto... Infelizmente foi preciso um final trágico para o conseguir, mas, finalmente, consegui.

 

O meu amor pela minha mãe já não é incondicional... Na verdade, já não é amor. É, apenas, uma memória.

 

 

 



02
Mai17

A Época Balnear e as vacinas - questões e opiniões

Mom Sandra

Hoje, uma das principais notícias que tem feito parte dos noticiários do país é o facto de, no dia de ontem, terem morrido 4 pessoas afogadas, em praias portuguesas.

 

Sobre esta notícia, não consigo ter outra reacção que não seja:

Ora bolas! Todos os anos é a mesma coisa! Todos os anos há pessoas que se afogam nas nossas praias antes do começo da Época Balnear! E isto porquê?! Não é só porque o clima assim o permite (quem é que nos pode culpar por o Verão chegar quase sempre mais cedo do que deve?), mas também porque os governantes o permitem (e é aqui que temos a burra nas couves).

 

Digam-me lá se não era mais fácil albardar-se o burro à vontade dos donos?... e com isto quero, simplesmente, dizer:

 

Para quando a antecipação do inicio da Época Balnear?, ou então, pelo menos, a colocação de vigilantes nas praias, quando estas começam a ser mais frequentadas?

 

Todos sabemos que a raça humana é um "pouco" desobediente. Também sabemos que essa desobediência é ainda maior quando sabemos que não estamos a ser vigiados. E ainda sabemos que, no que ao mar diz respeito, não existem avisos suficientes para que as pessoas percebam o perigo que está à espreita...

 

Conclusão em jeito de questão:

Se as pessoas não ficam longe do mar nos dias de Inverno, se não ficam longe do mar nos dias de Inverno com Alerta Vermelho para a costa, digam-me lá como é que vão ficar longe do mar num fantástico dia de calor, mesmo que não estejam vigiadas?...

 

 

 

A semana passada, durante alguns dias, a notícia era a criação de uma petição a exigir a obrigatoriedade da vacinação em Portugal.

Acerca deste tema tenho apenas duas questões e uma pequena conclusão:

 

1ª Questão:

As crianças não correm risco de contágio de nenhuma doença à qual estejam vacinadas, certo?

Sinceramente nunca fiz esta pergunta (assim de caras) a nenhum médico, mas parto do principio que, se nos fazem passar por tanta tortura é porque, certamente, ficamos imunes àquelas doenças.

 

2ª Questão:

Parto do principio que, tanto quem criou a petição, como todos os que a assinaram, são adultos com as vacinas em dia e têm filhos com as vacinas em dia (bem, esta não é necessariamente obrigatória, mas é igualmente importante), certo?

 É que, se não for esse o caso, então não percebo como podem apregoar o que não fazem!... Que eu saiba, #naosomostodossocrates

 

Conclusão:

Do meu ponto de vista, esta petição está ao nível da petição americana, pelo que a classifico: ... É só disparatada!

 

Meus senhores, por favor, não queiram estragar o que de mais belo temos no nosso país (e não, não é o sol, porque esse quando nasce é para todos! ) que, caso não saibam é a LIBERDADE!!!

No meu país existe um conjunto especial de leis a que se chama CONSTITUIÇÃO. Nesta CONSTITUIÇÃO está consagrado o meu DIREITO À LIBERDADE e o meu DIREITO À ESCOLHA!

 

Sugiro, caso insistam nas petições, a criação de uma que tenha a pretensão de chegar à Assembleia da República para que seja discutida a obrigatoriedade (e aqui é fundamental!) da transparência das negociações de bastidores, que digam respeito aos grandes assuntos do nosso país e do nosso futuro... por exemplo...

 



Pág. 4/4