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Just Mom

Uma autêntica salada russa (eu sei!), mas espero que se divirtam a ler.

Just Mom

Uma autêntica salada russa (eu sei!), mas espero que se divirtam a ler.

17
Mai17

Eu, Mom Sandra confesso que...

Mom Sandra

Sou muito mais distraída do que tenho noção.

 

Sei que, por ser distraída, deixo sempre tudo em todo o lado e nunca encontro o que quero e que dou pontapés em muitas coisas que se vão colocando à frente dos meus pés.

Também sei que, por ser distraída, é-me totalmente possível querer ir para um qualquer lugar e ir parar a outro completamente diferente.

E ainda sei que, por ser distraída, só não me esqueço da cabeça, por aí, porque está agarrada ao corpo.

 

Mas acho que a minha distracção tem limites, e que esses limites me impedem que coisas, completamente surreais, me aconteçam... Ou melhor, achava. Depois de me ter acontecido o que vou contar, temo que, afinal, a minha distracção seja ilimitada.

 

 

 Ontem deixei um Desafio, hoje conto a história que o originou. 

 

 

Há umas semanas, num dia de chuva, consegui dar cabo de um par de botas.

No dia seguinte fui comprar outras. Entrei na sapataria mais fashion da aldeia e comecei a ver as botas. Percebi que a oferta era mais do que muita - resumia-se a três pares - e comecei a ficar desesperada com o tempo que iria demorar a escolher... dezassete segundos depois estava a experimentar a bota do pé direito. menos de dois minutos bastaram para concretizar a compra e sair da loja.

Assim que cheguei ao carro calcei-as e continuei o meu dia.

 

 

Muitas horas depois - mais de duas - estava eu, encostada ao balcão da cozinha, quando olhei para os pés.

Havia alguma coisa que me estava a chamar a atenção, mas eu não conseguia perceber exactamente o quê....

 

Achando que era da dobra das botas, uma estava mais dobrada do que a outra, tentei dobrar a direita, para ficar do mesmo tamanho que a esquerda, mas a dobra ficava maior. Depois tentei desdobrar a esquerda, mas não dava, a dobra estava cosida.

"Mau, mau, mau Maria! Então o que é que se está a passar?"

Comecei a olhar mais atentamente para as botas e vi que a esquerda tinha uma linha de "lã", quase no peito do pé, enquanto a direita tinha apenas a costura...

"Oh Meu Deus!!!! As botas são diferentes!!!!"

Soltei uma mega gargalhada, que se deve ter ouvido no espaço.

"Como é que é possível eu ter comprado um par de botas, diferentes, sem que me tenha apercebido?"

 

 

 

Voltei à loja para tentar encontrar o par de uma das botas e resolver o meu problema. Dirigi-me para a secção das botas e, qual não é o meu espanto, quando descubro que já não estavam lá os pares!

 

 

Não bastava eu ter-me enganado, como estendi o meu engano a outra freguesa, que, tal como eu, tem, agora, um par de botas desiguais.

 

 

 

P.S. - No final disto tudo o sr. Sapateiro devolveu-me o dinheiro das botas e deixou-me ficar com elas. 



09
Mai17

A política do "Posso ficar a dever-lhe um cêntimo?"

Mom Sandra

Pode um cêntimo fazer diferença? Bem... depende da situação. 

 

Imaginemos, então, as seguintes duas situações:

 

SITUAÇÃO A:

Vamos a uma daquelas grandes cadeias de lojas, quase sempre multinacionais, fazemos as compras calmamente e, quando vamos pagar, ouvimos do outro lado "posso ficar a dever-lhe  cêntimo?". Por norma todos respondemos que sim, afinal um cêntimo não vale nada.

 

Também eu aceitava, sem hesitação, que me ficassem a dever um cêntimo... até que:

 

SITUAÇÃO B:

Vamos a uma daquelas grandes cadeias de lojas, quase sempre multinacionais, fazemos as compras calmamente e, quando vamos pagar, percebemos que nos falta um cêntimo. Como é lógico, perguntei à pessoa da caixa "posso ficar a dever-lhe  cêntimo?", e qual não foi o meu espanto quando me responderam que não e fui obrigada a deixar um produto para trás.

 

Não gostei! Fiquei furibunda! Só me apeteceu pedir o livro de reclamações, mas não o fiz. Comecei a magicar o meu próximo passo. Não perdiam pela demora!

 

Foi então que aconteceu o impensável (não para mim, que tinha tudo bem pensado), que deu origem a uma terceira situação:

 

SITUAÇÃO C:

 

Vamos a uma daquelas grandes cadeias de lojas, quase sempre multinacionais, fazemos as compras calmamente e, quando vamos pagar, ouvimos do outro lado "posso ficar a dever-lhe  cêntimo?" - E foi aqui que a coisa aconteceu!!! - Muito calmamente, respondi "Não!" - e a expressão da pessoa foi indescritível e inesquecível!, mas continuei - "Na semana passada estive aqui e ficaram a dever-me um cêntimo. Ainda agora vi que ficou a dever um cêntimo à pessoa anterior, por isso, não pode!" - e aqui a pessoa mudou, literalmente, de côr - "Consegue perceber o exorbitante lucro desta cadeia, apenas por ficarem a dever um cêntimo aos seus clientes?" - neste momento a pessoa da caixa começou a olhar para todos os lados e os poucos clientes que se encontravam na loja começavam a perceber o que se passava - decidi que iria dar a conversa por terminada, dizendo "a partir do momento em que me negaram igualdade, ao não me deixarem ficar a dever um cêntimo, a minha atitude passa, então, a ser igual à vossa" e pedi que me escrevesse no verso do talão que me ficava a dever um cêntimo, para que fosse descontado na próxima conta.

 

E não é que a pessoa da caixa se recusou a fazê-lo?!

 

Apesar de me ter saltado a tampa e estar em ebulição por dentro,  mantive a calma aparente e pedi para chamar o responsável da loja. A pessoa recusou. Já a bater o pé e de braços cruzados, pedi o livro de reclamações. Nova recusa. Comecei a gesticular e a dizer que iria chamar a polícia porque assim já estávamos a falar de um roubo - opá, tinha dito a palavra mágica "Polícia"! a sua atitude mudou completamente - levantou-se da cadeira (acho que, no meio de tanta conversa, se terá sentido sem forças e sentou-se) e foi chamar o responsável.

 

Respirei fundo, para me acalmar, e quando o responsável me perguntou o que se estava a passar contei tudo, muito calmamente - bem, escusado será dizer que, neste momento todos os clientes da loja estavam ao meu lado e a apoiar-me - inclusive a parte de chamar a polícia. O responsável, muito prontamente (e acrescento, acertadamente) escolheu a opção de escrever no verso do talão que me ficava a dever um cêntimo.

 

 

 

Desde este dia, nunca mais aceitei que me ficassem a dever um cêntimo. É escandaloso o que certas empresas chegam a ganhar com esta atitude.*

 

 

 

 

*penso que não existem estudos sobre os lucros ganhos com a história de ficarem a dever um cêntimo aos seus clientes, mas deduzo que seja mesmo muito.



15
Dez16

Exercício para Férias

Mom Sandra

As férias de Natal estão mesmo à porta e eu deixo-vos, aqui, uma pequena tarefa:

 

Definam, numa palavra, a autora deste blog

 

 

 

Como tenho algum receio que a imensidão de posts escritos neste blog (onde me descrevo - tanto física como psicologicamente) não bastem para que possam chegar a uma conclusão, achei que escrever mais umas linhas só vos iria ajudar, por isso pensei em contar-vos a minha "aventura" mais recente.

 

Como já sabem - se não o sabem, deviam saber!!!! - eu estou a participar, pela primeira vez, no Pai Natal Secreto. As coisas estão encaminhadíssimas, só falta mesmo enviar os presentes (terei de ir a Sintra, porque os correios mais próximos encerraram hoje  Ora Bolas e Carambolas!!! Tenho cá uma sorte!!!  )...  

 

Mas se as coisas estão encaminhadas, qual é exactamente o teu problema, Mom Sandra?!

(perguntam vocês, muito admirados)

 

Pois... é aqui que reside o busílis!

 

Então não é que eu estou há semanas a pensar que o meu alvo é uma determinada pessoa - li e reli o seu blog, mais de uma vez, à procura de ideias - e hoje, quando estou a ler o mail para retirar os dados dessa pessoa, percebo que afinal... havia outra!!!!

 

O meu alvo não é quem eu pensava, mas sim outra pessoa...

 

Oh Meu Deus!!!! E agora?!?!?!?!?!

 

O drama! O horror! A tragédia!...

 

 

... ou não! 

 

 

Declaro aberta a caixa de comentarios!!!

Deixem a vossa resposta 



13
Nov16

As borboletas voam e nós temos semanas destas

Mom Sandra

Caríssimos,

Estive a pensar muito, e estou em vias de criar uma petição que leve à criação de uma lei, que defina a obrigatoriedade da apresentação de pré-avisos, sempre que alguma coisa esteja para acontecer.

 

Excluindo situações urgentes, o pré-aviso já é obrigatório quando sabemos que vamos faltar a uma consulta (avisar com 24h de antecedência ou pagar a consulta), ou a uma audiência no tribunal (corremos o risco de pena de prisão se não o fizermos), ou no trabalho (onde é que já se viu faltar sem avisar?), na escola (alunos e professores fazem-no), até as greves têm de ter um pré-aviso...

 

Ora, se a noção de pré-aviso está tão bem incutida no nosso dia-a-dia, porque é que ainda acontecem coisas que nos apanham de surpresa?*

 

Just Mom by Mom Sandra

 

A semana passada, por exemplo. Todos os dias a família foi brindada com algo inesperado. Ainda não estávamos refeitos do choque do dia anterior e já outro estava a crescer.

 

SEGUNDA-FEIRA

A chegada do frio.

Chegou uma manhã, sem avisar. Não me recordo se nos esquecemos de trancar a porta e ele entrou durante a noite, ou se, num qualquer outro dia caótico, nos enganámos e lhe demos uma chave cá de casa; mas a verdade é que acordámos na segunda-feira com o ar gelado. As janelas estavam todas embaciadas e a neblina não nos deixava ver o exterior. Nessa noite, os cobertores voltaram às camas, o aquecedor foi acordado do seu sono de Verão e a manta aconchegou-me, no sofá.

 

TERÇA-FEIRA

Pedro Dias entregou-se.

OK, esta não me chocou... Segui o mínimo desta novela. Sei que matou duas pessoas, esteve fugido cerca de um mês e depois que se entregou... (talvez o choque venha com a sentença)

 

QUARTA-FEIRA

Saber que o Trump ganhou.

Foi um choque mundial.

 

QUINTA-FEIRA

Ficámos sem carro.

Em plena IC19, quando o maridão vinha de Lisboa. Chegaram umas horas mais tarde, no reboque.

 

SEXTA-FEIRA

Just Mom by Mom Sandra

Um dos nossos queridos limoeiros não aguentou com o peso dos limões e partiu-se. Como já tinha acontecido o mesmo, no ano passado, decidimos cortá-lo um pouco abaixo da parte afectada.

 

 

 

*Sabes porquê, Mom Sandra? Porque as borboletas devem andar a esvoaçar, que nem umas malucas, algures lá para as florestas indonésias! 



11
Nov16

E quando não resulta?

Mom Sandra

Fui ao cabeleireiro um destes dias e, enquanto esperava pela minha vez, folheei um livro com cortes de cabelo para ver se encontrava o que queria. Quando me chamaram e me perguntaram como queria cortar, mostrei-lhe as imagens. A primeira tesourada foi longa... O cabelo preso num rabo de cavalo, ao nível dos ombros e zás, zás, zás, zás... em quatro vezes a tesoura cortou uma mão cheia de cabelos que foram direitos para o lixo, sem passarem pelos meus olhos. Não me mostraram e eu não pedi. Desapareceram simplesmente.

Uns minutos depois saí do cabeleireiro como nova. Literalmente. Ainda hoje, e já passaram quase duas semanas, me dizem que nem me conheceram à primeira vista. 

 

(e o título, Mom?)

 

Pois... O que é que não resultou nesta história?... Basicamente, tudo!, senão vejam:

 

Um dia, quando estava em frente ao espelho a examinar minuciosamente os meus cabelos, pensei "bem, os brancos estão escondidos debaixo destes castanhos." Rapidamente, este pequeno pensamento levou-me ao seguinte "Se conseguisse que os brancos se notassem mais, talvez as pessoas percebessem que eu não tenho a idade que aparento." Que me levou ao último pensamento, antes da derradeira decisão "Se cortasse o cabelo, os brancos sobressaíam!" A decisão estava tomada e bem justificada.

 

(Oooooooh! Triste mente aquela que só vê um dos lados!)

 

Uns dias depois, estava no café e chega-se o Sr. Olha ao pé de mim e temos esta conversa:

"Olha, cortaste o cabelo! Fica-te bem, mas digo-te já que não tens idade para ter tantos cabelos brancos."

"Eu não tenho é a idade que pensa que tenho." - respondo calmamente.

"Olha, então que idade é que tens?"

"40."

"Olha, não diria! Estás muito bem conservada para a tua idade!" - vira costas acrescentando - "Não parece nada que tens 40 anos!"

A conversa demorou poucos segundos, o Sr. Olha desapareceu tão rapidamente como apareceu. Ainda agradeci o  elogio, mas acho que já não ouviu.

...E deixou-me com isto no pensamento: "Afinal as pessoas não me vêem mais velha, apenas acrescentam mais cabelos brancos à idade que me davam... Ora bolas!"

 

 

Vale-me que o penteado em si resultou.



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