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Just Mom

Uma autêntica salada russa (eu sei!), mas espero que se divirtam a ler.

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Uma autêntica salada russa (eu sei!), mas espero que se divirtam a ler.

09
Nov16

Humanómetro #1 - vitória do Trump

Mom Sandra

AVISO: Estou em tremendo choque!!!!... 

 

 

Perante este facto, resta-me inaugurar oficialmente o Humanómetro.

 

Humanómetro #1

 

 

Sentindo-me trumpidificada e, sem conseguir quantificar exactamente este acontecimento, apenas declaro que:

perdi a esperança na humanidade por causa dos tantos que votaram nele;

perdi a esperança na humanidade por causa de todas as mulheres que votaram nele;

perdi a esperança na humanidade por causa de todos os latino-americanos que votaram nele;

perdi a esperança na humanidade por causa de todos os gays que votaram nele;

perdi a esperança na humanidade por causa de todos os escolheram o mal menor, ao votarem nele;

perdi a esperança na humanidade por causa de todos os que estão fartos do mesmo e votaram nele;

perdi a esperança na humanidade por causa de todos os que já não tinham nada a perder e votaram nele;

perdi a esperança na humanidade por causa de todos os afro-americanos que votaram nele;

perdi a esperança na humanidade por causa de todos os emigrantes que votaram nele;

perdi a esperança na humanidade por causa de todos aqueles que acreditaram (e acreditam) que a América vai voltar a ser o que era, só porque ele o diz...



08
Nov16

O Barómetro da Humanidade

Mom Sandra

Nasci em Lisboa, e nessa belíssima (e cada vez mais "famosa") cidade fui vivendo, até me juntar com o maridão, com 23 anos. Digo que fui vivendo porque, aos dez anos de idade, os meus pais alugaram uma casa numa aldeia em Sintra, onde passámos a ir todos os fins-de-semana e férias.

 

Muito depressa me apaixonei pela vida na aldeia, pela sua paz e ao mesmo tempo pela liberdade que me oferecia. Com dez anos, sair de casa de manhã e só voltar para almoçar, para depois voltar a sair e só regressar à hora do jantar, e passar todas essas horas em aventuras com os amigos, no pinhal, é O Paraíso... Não precisava de mais nada, a aldeia era o meu lugar.

 

(neste momento estarão a perguntar-se o que é que o título deste post tem a ver com o texto, certo? Tem tudo e já vão perceber porquê )

 

Mas a vida na aldeia foi perfeita enquanto eu era criança, porque a minha vida era brincar. Quando cresci e me tornei adulta, quando as brincadeiras deixaram de existir, percebi que a paz e a liberdade, embora continuem a ser maravilhosas, já não chegam. Apercebi-me, desde esta altura, que a mentalidade rural e a urbana chocam... E muito.

 

Hoje, trinta anos depois do primeiro fim-de-semana aqui, penso que esta mentalidade rural já deveria ter acabado há muito tempo e isso faz-me perder a fé na humanidade... No entanto, e porque nem tudo é mau por aqui, existem por vezes algumas atitudes que me fazem voltar a ter esperança.

Este sobe e desce de fé na humanidade levou-me a tentar criar O Barómetro da Humanidade - medidor das atitudes das pessoas; mediante os acontecimentos do meu dia-a-dia, farei um post onde descrevo o(s) acontecimento(s) e o pontuarei com um ponto (positivo se for uma boa coisa, ou negativo se for má).

 

Vejamos no que isto vai dar.



Arrumação

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