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Just Mom

Uma autêntica salada russa (eu sei!), mas espero que se divirtam a ler.

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Uma autêntica salada russa (eu sei!), mas espero que se divirtam a ler.

18
Mai17

Porque a vida (também) é isto

Mom Sandra

Ainda não tinham passado dez dias do ano 2011 quando uma pequena, mas possante, frase mudou a minha vida.

 

- "Eu e tu não somos filhas do mesmo pai..." - disse, já a chorar, a minha Sis.

 

Era Domingo e eu tinha 34 anos. 

 

Lembro-me que, naquele momento, estas palavras não fizeram qualquer sentido na minha mente. Lembro-me que, peguei no Cartão do Cidadão e li o nome do meu pai. Lembro-me das lágrimas a escorrerem na cara do meu pai e de eu lhe dizer, enquanto as limpava "Como é que alguém pode dizer uma coisa destas? Então não és o meu pai? Claro que és! Está aqui escrito, no Cartão do Cidadão, que o és!" Lembro-me que, naquele dia, só pensava na barbaridade que me estavam a dizer.

 

Os primeiros três dias (li algures que é o tempo que o cérebro precisa para assimilar novas informações) foram de dúvidas. Não existenciais (essas vieram mais tarde), mas da informação. Foram três dias a pensar que me estavam a enganar. Ao quarto dia, acordei e a informação já estava registada - o meu pai não era o meu pai biológico.

 

Os últimos seis anos foram de choque, revolta e dúvidas existenciais. Foram anos com muitos momentos negros e tristes. Foram anos onde, por duas vezes bati no fundo dos fundos. 

Mas também foram anos que me ensinaram muita coisa e que me transformaram na pessoa que sou hoje.

Consegui arrumar a cabeça. Consegui expulsar demónios. Consegui perceber que tudo nos acontece com um propósito. Tomei decisões que devia ter tomado há muito tempo. E aprendi que, até pode demorar, mas depois da tempestade vem sempre a bonança.

 

 

Este ano, decidi que estava na altura de voltar a viver. Comecei o ano decidida a mudar e tomei as rédeas da vida. 

 

Voltei a trabalhar.

Liguei a uma amiga muito especial, com quem já não falava há muitos e muitos meses.

Cortei, totalmente, com quem não presta.

Passeio a pé.

Riu muito mais.

Fiz novos amigos.

Transformei conhecidos em amigos.

Voltei ao blog.

 

Tudo isto, e muito mais, trouxeram-me mais alegria, mais calma e, com certeza, mais sabedoria.

 



17
Mai17

A minha Fé

Mom Sandra

Cresci numa casa onde a palavra Fé nunca foi dita.

 

Aos onze anos comecei a frequentar a catequese, contra a vontade da mãe e, contra a sua vontade baptizei-me, fiz a primeira comunhão, a profissão de fé e, por fim, o crisma. Aprendi a Fé cristã e limitei-me a perceber a Fé como sendo algo religioso.

 

Percebi ontem, depois de ler o post do José, que a Fé não é só acreditar num "... Deus qualquer. Ou até num político ou num simples vencedor de um Festival", percebi que a Fé é Acreditar!

 

Deixo-vos as palavras do José, que resumem o seu pensamento e a sua ideia acerca do que é a sua Fé e que me fizeram todo o sentido.

Acreditar é semear um bago de trigo e colher uma seara dele.
Acreditar é perceber que os outros serão sempre mais importantes que nós mesmos.
Acreditar é saber que amanhã haverá outro dia, esteja eu vivo ou morto, não importa.
Acreditar é poder chorar sem ter medo nem vergonha.

 

 

 

P.S.- José, já devíamos ter tido esta conversa há mais tempo! 



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