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Just Mom

Uma autêntica salada russa (eu sei!), mas espero que se divirtam a ler.

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Uma autêntica salada russa (eu sei!), mas espero que se divirtam a ler.

15
Abr15

Cenas que me acontecem! #4

Mom Sandra

Hoje não vos vou contar uma história hilariante (bem, depende do ponto de vista...) mas sim uma história completamente louca... mas totalmente verídica!

 

Esta história passou-se lá para 1990, talvez 1991, durante as férias grandes, numa sexta-feira qualquer do mês do mês de Agosto.

Os meus pais tinham uma casa de férias e fins-de-semana aqui em Sintra (para dizer a verdade, era duas casas ao lado da casa em que vivo hoje em dia) e deixavam-nos - a mim e à minha Sis - aos cuidados da nossa Mana durante a semana. Todas as sextas-feiras vinham e todos os domingos à noite, ou segundas de madrugada, iam para Lisboa.

Nesta altura eu teria 13 anos, a Sis 12 e a Mana 18. A meio da manhã, fui buscar o cadeado de bicicleta e fui ter com a Sis.

Eu - Sis! Olha o que eu encontrei! - e mostrei-lhe o cadeado.

Sis - Hummmm... E então?

Eu - É um colar! Não queres pôr?

Sis - Um colar? Isso é para pôr nas rodas das bicicletas, para elas não serem levadas...

Eu - Não, não é! Isto é um colar! Deixa-me pôr no teu pescoço, só para ver como ficas...

Sis - Mas tiras logo!

Eu - Siiiim! Deixas-me pôr e eu depois eu tiro.

Sis - Ok.

Acho que os meus olhos brilharam mais do que o ouro, quando ouvi as suas palavras!

Pus-lhe o cadeado no pescoço e tranquei-o. Chamei a Mana para ver. Rimo-nos durante um ou dois minutos e depois a Sis começou a dizer que eu tinha de lhe tirar o cadeado! Porque tinha! E tinha de ser naquele momento!

 

PAUSA:

Acho que chegou aquele momento constrangedor, no qual nos vemos de vez em quando e, sem percebermos bem como, em que, para explicarmos uma coisa, temos de confessar uma parte do nosso feitio que queríamos que ficasse escondido para todo o sempre... Ora bem... Como é que eu posso dizer isto sem ferir os sentimentos de ninguém?... Respira fundo, Mom Sandra (e segundo nome que vai continuar secreto)! 1,2,3... cá vai!: eu sou daquelas pessoas que odeia que lhe digam "faz!" e,quando me mandam fazer alguma coisa, eu faço totalmente o oposto...

CONTRA-PAUSA

 

Ao mesmo tempo que ela me gritava para lhe tirar o cadeado do pescoço, a Mana começou-me a dizer que eu tinha de lhe dar a chave do cadeado, para se tirar o cadeado do pescoço da Sis. E que tinha! Porque tinha! E tinha de ser naquele momento!

Ora bem... A minha pessoa começou a sentir de tal maneira aquela pressão que, instintivamente (mesmo! É que nunca pensei, nem sequer considerei a hipótese) atirei a chave do cadeado para... O PINHAL!!!!

 

PAUSA:

No século XX (ahahahahah até parece que foi há buéda tempo!!!) os terrenos que envolvem esta pequena aldeia eram constituídos, maioritariamente, por pinhal. Nesse pinhal haviam muitas silvas, aliás, no pinhal mesmo em frente da casa só havia um pequeno carreiro entre as silvas, que era o único caminho que usávamos quando queríamos ir explorar o campo. Naquele tempo nós estávamos rodeados por quilómetros de pinhal por todos os lados, mas depois veio a Revolução Imobiliária e alguns destes pinhais deram origem a habitações... mas isto agora não interessa nada, vamos mas é seguir para a história...

CONTRA-PAUSA

 

Posso dizer-vos que, como é lógico, quando mandei a chave para o pinhal não vi onde é que foi cair, apenas sei que caiu no meio das muitas e muitas silvas, tornando impossível a tarefa de a reaver.

Conclusões:

  1. A Sis teve de ficar com o cadeado no pescoço até à hora dos meus pais chegarem, que deviam ser para aí 18h!
  2. A única solução arranjada para tirar o cadeado do pescoço foi serrar o cadeado;
  3. Apanhei uma carga de porrada!!!
  4. Não! Não aprendi a lição! Continuei a fazer judiarias o resto da vida... E a apanhar também! 

  

 

 



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