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Just Mom

Uma autêntica salada russa (eu sei!), mas espero que se divirtam a ler.

Just Mom

Uma autêntica salada russa (eu sei!), mas espero que se divirtam a ler.

09
Nov16

Cenas que me acontecem #9

Mom Sandra

Foi por causa da Curta #449 da Mula que me lembrei desta pequena história, que se passou comigo à uns dias.

 

Enquanto me dirigia para o carro, depois de deixar a Maria e a Inês onde tinham de estar, saio do portão e vejo duas senhoras uns metros adiante. Estavam a começar uma conversa acerca do tempo e dizia uma para a outra:

- Hoje está calor!

- Pois está! Demasiado para a época.

(neste momento passo pelas duas e percebo que ambas me olham. | chegou a altura de vos dizer que eu, devido ao imenso calor que se fazia sentir, vestia uma camisola de alças, calças de ganga e chinelos. Elas, por outro lado, iam vestidas com casacos)

- Mas há pessoas que não sabem em que época estão e não se vestem de acordo com a mesma...

(perspicaz como sou, percebi que o soneto era para mim e respondi à Mom Sandra)

- Hoje em dia ninguém se veste de acordo com a época, mas sim com o tempo e se está calor eu visto-me assim!

 

Fiquei sem resposta... E entrei no carro, a reclamar.

 

 



26
Mai15

Cenas que me acontecem #8

Mom Sandra

Ontem foi o Dia Internacional da Criança Desaparecida, ouvi no Domingo de manhã na rádio, mas depois esqueci-me (porque é que não me surpreende?!). Ontem andei o dia todo a tentar lembrar-me que dia era, sabia que era um dia "especial", mas não me lembrava do que era... Até que me deparei com o post que a Fatia Mor fez, dedicado a isso: Dia Internacional da Criança Desaparecida... Fio nessa altura que me lembrei!!

 

Não quis fazer um post acerca deste dia, ontem, pois sabia bem o que queria escrever. E eu queria escrever acerca de uma situação que passei, com a Inês, que achei que foi daquelas coisas que só me acontecem a mim.

 

Julho de 2007.

Eu e a Inês estávamos na Praia. A Inês tinha, na altura, quase 4 anos, cabelo ligeiramente acima dos ombros, fino e liso.

Estávamos as duas a brincar na areia, ela virada para o mar e eu para a estrada. De vez em quando ia olhando para a estrada, para o local onde tinha deixado o carro - é que devido ao calor que se fazia sentir e como o carro estava estacionado mesmo à entrada da praia, os vidros tinham ficado abertos - para ver se ele ainda lá estava. Numa destas vezes em que espreito para o carro, houve algo que me chamou a atenção, no meu angulo de visão, não muito longe do carro. Quando olho com mais atenção, vejo um casal a apontar para o local onde nós estávamos. Olhei para trás, a pensar que poderiam estar a chamar a atenção a alguém que estivesse atrás de nós, mas, foi com espanto que percebi que não... O casal estava a apontar para mim e para a Inês.

Nesse momento comecei a ficar intrigada e perdi tempo a prestar atenção ao que diziam. O que consegui ouvir foi, mais ou menos isto:

Ela - É sim! Vê lá bem se não é!

Ele - Olha que não... É só parecida...

Ela - Não é só parecida! É ela mesma! Repara lá bem. A mesma idade, o mesmo cabelo, o mesmo tipo de corpo...

Ele - Não sei... Se conseguíssemos ver os olhos.

 

E foi neste momento que percebi o que estava a acontecer... Aquele casal, que estava a escassos metros de nós as duas, achava que a Inês era a Maddie! Fiquei estarrecida! Nem queria acreditar no que me estava a acontecer!

Não bastava o festival que estava a haver no país, há cerca de um mês, por causa de um "rapto", agora ainda tinha de levar com filmes de malucos, só porque a minha filha era da mesma idade que a Maddie?! Mas está tudo louco, ou quê?!

Não fiquei a assistir ao desenrolar da cena, porque a vontade de brincar da Inês era maior e fomos buscar água... Quando voltamos o casal de alucinados já se tinha ido embora, e eu fiquei aliviada.

 

 



13
Mai15

Cenas que me acontecem #7

Mom Sandra

Como faltam cerca de duas semanas para o final da taça e o meu Sporting (Sporting Clube de Portugal!!! Não o Sporting de Braga...) está, pela vigésima sétima vez, nesta final, lembrei-me de uma história inesquecível.

 

Sporting Clube de Portugal

 

Estávamos na época de 1993/1994, em Maio de 1994, e eu ia assistir no Estádio do Jamor, pela primeira vez, a uma final da Taça de Portugal, onde jogaram o F.C.Porto contra o Sporting Clube de Portugal (o meu Sporting perdeu por 2-1).

Numa Sexta-Feira, antes do almoço, eu e a Mónica, a minha Amiga do Coração, faltámos às aulas e fomos até ao antigo Estádio José de Alvalade para que eu pudesse comprar um cachecol do Sporting (algo que não tinha!!! ).

Uma vez lá chegadas, dirigimo-nos para a Loja Verde, fizemos a compra e viemo-nos embora e, foi precisamente nesse momento, que o autocarro da equipa estacionou à frente da antiga Porta 10A. Perante a expectativa de vermos a nossa equipa do coração a sair, decidimos ficar à espera de a vermos passar... Mas, muito rapidamente percebemos que não éramos as únicas à espera que a equipa entrasse no autocarro... Estavam lá as Televisões!!! Ora, tendo em conta que estávamos a faltar às aulas, ainda por cima para comprar um cachecol, muito rapidamente percebemos que, se queríamos mesmo ver os nossos heróis a embarcar, teríamos de nos esconder atrás de um carro. Foi o que fizemos!

Depois de assistirmos à entrada dos maiores no autocarro, e de nos certificarmos que as Televisões não nos estavam a filmar, fomos, todas contentes, para casa.

 

Taça Portugal

 

Nessa noite, calhou vermos o telejornal e, o que vimos quase nos provocou um enfarte... No meio da reportagem sobre a ida para o estágio, da equipa do Sporting, aparece a imagem de duas miúdas, filmadas de costas, agachadas atrás de um carro...

É com alguma dificuldade que ouço a minha mãe a dizer: "Ah! Oh filha!... Aquelas duas parecem mesmo tu e a Mónica...!"

Olhei para a minha mãe com os olhos esbugalhados!!! Meus Deus!!! Era verdade!! Éramos mesmo nós!!! Mesmo com todos os cuidados que tentámos ter, tínhamos sido filmadas!!!

 

Foi neste dia que comecei a achar que há coisas que só me acontecem a mim!

 

 

 



05
Mai15

Cenas que me acontecem #6

Mom Sandra

Hoje decidi trazer uma história que demonstra algumas das excelentes e fantásticas qualidades - a idiotice e a arte para me meter em trabalhos - que me descrevem.

 

Esta situação passou-se nos finais dos anos 80, aqui em Colares. Eu tinha 12 anos.

 

Nas traseiras da nossa casa existia um campo de futebol, que era frequentemente utilizado pelo clube da terra, para a realização dos jogos distritais de futebol e, por nós, crianças, para brincadeiras e diversão.

Era frequente irmos para este campo andarmos de bicicleta, ou jogar futebol, ou rugby, ou outras brincadeiras que nos tivesse a apetecer fazer.

Naquele dia decidimos ir jogar à bola nesse campo e fizemo-lo durante um bom bocado... Até ficarmos completamente de rastos. Para descansarmos procurámos uma zona com sombra e sentámo-nos na galhofa uns com os outros (éramos cerca de 8 miúdos).

Eu, que poucas vezes tinha estado parada mesmo debaixo de uma baliza, não consegui ficar quieta no meu canto e fui "explorar" a baliza. Percebi que, nos postes, existia uma espécie de anéis (onde se prendem a rede, nos dias dos jogos) e que paralela à trave existia uma corda (que suporta as rede na parte de trás da baliza, para fazer aquele efeito de telhado/parede).

(pus, neste momento, em prática a minha excelente e fantástica qualidade de: ser idiota) Armada em boa, achei que era uma boa ideia escalar a baliza e sentar-me na trave, com os pés em cima da corda. Escusado será dizer que, uns minutos depois uma das minhas amigas me estava a imitar e, também estava sentada na trave, com os pés na corda. Neste momento cada uma de nós estava sentada numa ponta da trave...

 

Baliza de Futebol

 

(agora entra em acção a excelente e fantástica qualidade de: me meter em trabalhos) Como tenho de ficar sempre por cima e achei que ainda não era a maior, decidi começar a passar de uma ponta da trave para a outra, sempre com os pés na tal corda. Fi-lo uma vez e a coisa resultou! Fiz a segunda e percebi que estava a ter êxito na façanha, pelo que valia a pena tentar uma terceira vez - até porque aquilo era facílimo de se fazer - e aproveitar que os meus níveis de confiança estavam no auge, lá fui eu fazer a terceira travessia...

Mas, não contei com a chica-espertice dos outros. É que, preso à corda onde eu tinha os pés, estava um ferro e um dos miúdos começou aos pulos a tentar apanhá-lo... Até que o conseguiu! Ao fazê-lo a corda desceu. Os meus pés escorregaram e eu... Bem, eu fiquei presa num dos muitos ganchos que a trave tem (servem para prender a rede à trave) com... Aposto que não adivinham!... Dou-vos uma pista: eu estava de calções... Ainda não?... Ok, eu digo-vos: As cuecas!!!! Nem mais nem menos!!! Eu fiquei presa pelas cuecas, na trave da baliza, com os braços, as pernas e a cabeça para baixo...

 

Já sei que se estão a perguntar: "Mas como é que saíste de lá, Mom Sandra?"... Isso é a outra parte da história...

 

Os minutos seguintes foram de horror, não só para mim, como para quem estava comigo.

Éramos oito miúdos entre os 12 e os 4 anos, nenhum tinha altura suficiente para me agarrar e, muito menos força.

Eu comecei a gritar... As cuecas começaram a dar sinal de quererem rasgar... Eu comecei a chorar... Até que alguém se lembrou de ir a correr chamar o rapaz mais velho e mais alto da zona. Ele chegou com um banco e conseguiu tirar-me da trave antes que as cuecas se rompessem e eu caísse de uma altura de 2,44 metros!

Fiquei-lhe eternamente grata por isso! E aprendi esta lição! Nunca mais escalei uma baliza!

 

 

Acabo a história a dizer-vos que o rapaz que me salvou foi, nem mais nem menos do que o maridão...  

 

 

 

 



28
Abr15

Cenas que me acontecem #5

Mom Sandra

Desde que me conheço que sinto que, por vezes, sou diferente das outras pessoas, tenho pensamentos, reacções e atitudes que muito poucas pessoas já tiveram... Alguns, chego a achar que só eu os tive (apesar de saber que é impossivel)... Daí ter ouvido muitas vezes "se não existisses tinhas de ser inventada!".

 

A história de hoje é sobre uma reacção que tive a um comentário estúpido.

 

Há uns anos, eu e uma das minhas melhores amigas, costumávamos fazer caminhadas antes do jantar. Numa dessas caminhadas, cruzámo-nos com uma velha conhecida - sabem aquelas velhas, das aldeias, que se estão sempre a meter na vida dos outros? Pronto, esta era uma dessas! - e depois dos cumprimentos habituais, vira-se para mim, olha para a minha barriga e diz-me:

Velha Chata - Ah!!! Que barriguinha tão linda!!! Tás grávida? enquanto vai falando, vai levantando os braços ao nível das mamas e junta as mãos, como que a abençoar)

Eu - Ah!!! Tou!!! (e começo a fazer festas na barriga) É um menino e vai-se chamar cócó!!! - "Toma que é para aprenderes!", pensei logo depois de lhe ter respondido

Assim que acabei de dizer a última palavra eu e a Susana desatámo-nos a rir... Mesmo na cara da velha! A velha olhou-me com uns olhos como se me quisesse matar... Juro que vi os raios de raiva a sairem-lhe dos olhos!

Não sei se a velha aprendeu a lição - não acredito que tal tenha acontecido - mas comigo nunca mais se meteu!

 

 



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