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Just Mom

Uma autêntica salada russa (eu sei!), mas espero que se divirtam a ler.

Just Mom

Uma autêntica salada russa (eu sei!), mas espero que se divirtam a ler.

23
Mai17

Num concerto da Ariana?!

Mom Sandra

Nem queria acreditar quando, à meia noite, vejo a notícia acerca da explosão de uma bomba num concerto da Ariana Grande, em Manchester.

 

As lágrimas encheram-me os olhos, quando ouvi o testemunho de alguém que se encontrava presente, no concerto.

 

Como é que pode ser possível uma coisa destas?!

Estamos a falar de música para adolescentes!

Estamos a falar de um concerto cheio de pais e mães e filhos e adolescentes e crianças!

Estamos a falar de momentos que deveriam ser inesquecíveis, pela magia de se estar perante um ídolo e de o ouvir cantar ao vivo e a cores (muitos pela primeira vez), e não pela monstruosidade que ocorreu!

 

19 mortos e 50 feridos (balanço à 01h20), a maioria jovens... 

 

Isto já não é fanatismo, isto é pura maldade!

 



18
Mai17

Porque a vida (também) é isto

Mom Sandra

Ainda não tinham passado dez dias do ano 2011 quando uma pequena, mas possante, frase mudou a minha vida.

 

- "Eu e tu não somos filhas do mesmo pai..." - disse, já a chorar, a minha Sis.

 

Era Domingo e eu tinha 34 anos. 

 

Lembro-me que, naquele momento, estas palavras não fizeram qualquer sentido na minha mente. Lembro-me que, peguei no Cartão do Cidadão e li o nome do meu pai. Lembro-me das lágrimas a escorrerem na cara do meu pai e de eu lhe dizer, enquanto as limpava "Como é que alguém pode dizer uma coisa destas? Então não és o meu pai? Claro que és! Está aqui escrito, no Cartão do Cidadão, que o és!" Lembro-me que, naquele dia, só pensava na barbaridade que me estavam a dizer.

 

Os primeiros três dias (li algures que é o tempo que o cérebro precisa para assimilar novas informações) foram de dúvidas. Não existenciais (essas vieram mais tarde), mas da informação. Foram três dias a pensar que me estavam a enganar. Ao quarto dia, acordei e a informação já estava registada - o meu pai não era o meu pai biológico.

 

Os últimos seis anos foram de choque, revolta e dúvidas existenciais. Foram anos com muitos momentos negros e tristes. Foram anos onde, por duas vezes bati no fundo dos fundos. 

Mas também foram anos que me ensinaram muita coisa e que me transformaram na pessoa que sou hoje.

Consegui arrumar a cabeça. Consegui expulsar demónios. Consegui perceber que tudo nos acontece com um propósito. Tomei decisões que devia ter tomado há muito tempo. E aprendi que, até pode demorar, mas depois da tempestade vem sempre a bonança.

 

 

Este ano, decidi que estava na altura de voltar a viver. Comecei o ano decidida a mudar e tomei as rédeas da vida. 

 

Voltei a trabalhar.

Liguei a uma amiga muito especial, com quem já não falava há muitos e muitos meses.

Cortei, totalmente, com quem não presta.

Passeio a pé.

Riu muito mais.

Fiz novos amigos.

Transformei conhecidos em amigos.

Voltei ao blog.

 

Tudo isto, e muito mais, trouxeram-me mais alegria, mais calma e, com certeza, mais sabedoria.

 



17
Mai17

Eu, Mom Sandra confesso que...

Mom Sandra

Sou muito mais distraída do que tenho noção.

 

Sei que, por ser distraída, deixo sempre tudo em todo o lado e nunca encontro o que quero e que dou pontapés em muitas coisas que se vão colocando à frente dos meus pés.

Também sei que, por ser distraída, é-me totalmente possível querer ir para um qualquer lugar e ir parar a outro completamente diferente.

E ainda sei que, por ser distraída, só não me esqueço da cabeça, por aí, porque está agarrada ao corpo.

 

Mas acho que a minha distracção tem limites, e que esses limites me impedem que coisas, completamente surreais, me aconteçam... Ou melhor, achava. Depois de me ter acontecido o que vou contar, temo que, afinal, a minha distracção seja ilimitada.

 

 

 Ontem deixei um Desafio, hoje conto a história que o originou. 

 

 

Há umas semanas, num dia de chuva, consegui dar cabo de um par de botas.

No dia seguinte fui comprar outras. Entrei na sapataria mais fashion da aldeia e comecei a ver as botas. Percebi que a oferta era mais do que muita - resumia-se a três pares - e comecei a ficar desesperada com o tempo que iria demorar a escolher... dezassete segundos depois estava a experimentar a bota do pé direito. menos de dois minutos bastaram para concretizar a compra e sair da loja.

Assim que cheguei ao carro calcei-as e continuei o meu dia.

 

 

Muitas horas depois - mais de duas - estava eu, encostada ao balcão da cozinha, quando olhei para os pés.

Havia alguma coisa que me estava a chamar a atenção, mas eu não conseguia perceber exactamente o quê....

 

Achando que era da dobra das botas, uma estava mais dobrada do que a outra, tentei dobrar a direita, para ficar do mesmo tamanho que a esquerda, mas a dobra ficava maior. Depois tentei desdobrar a esquerda, mas não dava, a dobra estava cosida.

"Mau, mau, mau Maria! Então o que é que se está a passar?"

Comecei a olhar mais atentamente para as botas e vi que a esquerda tinha uma linha de "lã", quase no peito do pé, enquanto a direita tinha apenas a costura...

"Oh Meu Deus!!!! As botas são diferentes!!!!"

Soltei uma mega gargalhada, que se deve ter ouvido no espaço.

"Como é que é possível eu ter comprado um par de botas, diferentes, sem que me tenha apercebido?"

 

 

 

Voltei à loja para tentar encontrar o par de uma das botas e resolver o meu problema. Dirigi-me para a secção das botas e, qual não é o meu espanto, quando descubro que já não estavam lá os pares!

 

 

Não bastava eu ter-me enganado, como estendi o meu engano a outra freguesa, que, tal como eu, tem, agora, um par de botas desiguais.

 

 

 

P.S. - No final disto tudo o sr. Sapateiro devolveu-me o dinheiro das botas e deixou-me ficar com elas. 



17
Mai17

A minha Fé

Mom Sandra

Cresci numa casa onde a palavra Fé nunca foi dita.

 

Aos onze anos comecei a frequentar a catequese, contra a vontade da mãe e, contra a sua vontade baptizei-me, fiz a primeira comunhão, a profissão de fé e, por fim, o crisma. Aprendi a Fé cristã e limitei-me a perceber a Fé como sendo algo religioso.

 

Percebi ontem, depois de ler o post do José, que a Fé não é só acreditar num "... Deus qualquer. Ou até num político ou num simples vencedor de um Festival", percebi que a Fé é Acreditar!

 

Deixo-vos as palavras do José, que resumem o seu pensamento e a sua ideia acerca do que é a sua Fé e que me fizeram todo o sentido.

Acreditar é semear um bago de trigo e colher uma seara dele.
Acreditar é perceber que os outros serão sempre mais importantes que nós mesmos.
Acreditar é saber que amanhã haverá outro dia, esteja eu vivo ou morto, não importa.
Acreditar é poder chorar sem ter medo nem vergonha.

 

 

 

P.S.- José, já devíamos ter tido esta conversa há mais tempo! 



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